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Definição do E-commerce e do E-business

Segundo Laudon e Traver, o e-commerce envolve transações comerciais no ambiente digital feito entre organizações e indivíduos. As transações digitais incluem negociações mediadas pela tecnologia na internet ou ambiente web. As transações comerciais envolvem a troca de valor (por exemplo, dinheiro) através de organizações ou indivíduos, em troca de produtos ou serviços.

O E-business é a capacitação digital nas transações e processos dentro de uma empresa, envolvendo sistemas de informação sob o controle de uma empresa. Na maior parte, o e-business não envolve transações comerciais entre empresas onde o valor é trocado e sim um sistema de informação com ferramentas que possibilitam a otimização dos processos transacionais ou administrativo facilitando os usuários do mesmo.

O cenário on-line é onipresente, está disponível em qualquer lugar em todo o tempo 24 horas por dia 7 dias por semana, possibilitando fazer compras a partir do seu desktop, tablet ou telefone celular. Tem alcance global, permitindo que as transações comerciais possam cruzar fronteiras culturais e nacionais, é muito mais conveniente e rentável do que no comércio tradicional.

A internet opera de acordo com padrões universais compartilhados por todas as nações ao redor do mundo. Em contraste, as tecnologias de comércio mais tradicionais diferem de um país para outro. Ela oferece riqueza de informações, que se refere à complexidade e conteúdo de uma mensagem, permitindo que uma empresa possa entregar mensagens de marketing com texto, vídeo e áudio para milhões de pessoas, de uma forma que não é possível com as tecnologias tradicionais, como rádio, televisão ou revistas.

A interatividade permite a comunicação de duas vias entre empresa e cliente, permitindo que o empresa envolva o consumidor com uma experiência pessoal em uma escala muito maior e global. Aumenta o volume de informações (a quantidade total e qualidade da informação disponível a todos os participantes), facilitando a coleta de informações, armazenamento, processamento e custos de comunicação, melhorando a atualização e precisão das informações.

As empresas podem direcionar suas mensagens de marketing para indivíduos específicos, ajustando a mensagem para o nome de uma pessoa, interesses e compras anteriores. Devido ao aumento da qualidade de informação, a quantidade de informações sobre as compras anteriores de um consumidor e do seu comportamento pode ser armazenado e utilizado em diferentes estratégias. O resultado é um nível de personalização muito rico com as tecnologias existentes.

A tecnologia oferece uma comunicação de massa no modelo de muitos para muitos. Milhões de usuários são capazes de gerar conteúdo para milhões de outros usuários. O resultado é a formação de redes sociais de consumo em grande escala e a agregação de um grande público em plataformas de redes sociais.

Um conjunto de aplicações surgiu na internet, conhecido como Web 2.0. Estas aplicações atraem um grande público e representam novas oportunidades para as receitas de um e-commerce. As aplicações da Web 2.0, como redes sociais, fotos e sites de compartilhamento de vídeo, como Wikipédia e sites de rede social, suportam altos níveis de interatividade em comparação com outros meios de comunicação tradicionais.

Os 5 tipos de e-commerce:

- B2C (Business to Customer) envolve empresas que vendem para o consumidor final e é o tipo de e-commerce que a maioria dos consumidores encontra.
- B2B (Business to Business) é o e-commerce que envolve empresas que vendem para outras empresas, é o maior formato de e-commerce.
- C2C (Customer to Customer) é o meio do consumidor vender para outro consumidor. O consumidor prepara o produto para o mercado, coloca o produto em leilão ou venda, e conta com uma empresa para fornecer o sistema de e-commerce, catálogo ou exposição de produtos, mecanismo de busca e recursos para as transações financeiras de modo que os produtos podem ser facilmente exibidos, encontrados e vendidos. O Mercado Livre é um exemplo de modelo C2C.
- Tecnologia P2P (Peer to Peer) permite que os usuários da Internet compartilhem os arquivos e recursos de um computador sem a necessidade de ter que passar por um servidor Web. Música e serviços de compartilhamento de arquivos PDF, PPT, como SlideShare, são exemplos deste tipo de e-commerce, aonde os consumidores podem transferir arquivos diretamente a outros consumidores, sem um servidor central envolvido.
- M-commerce envolve o uso de dispositivos digitais sem fio para permitir transações na web, os aplicativos para celular.

Os primeiros anos do E-commerce foram um período de crescimento explosivo, começando em 1995 com o primeiro uso generalizado da Web para anunciar produtos e terminou em 2000, com o colapso das cotações na bolsa das empresas.com. Foram de sucesso tecnológico, com a infraestrutura digital criada durante o período, sólido para sustentar um crescimento significativo no e-commerce durante a próxima década, e um sucesso comercial misto, com crescimento significativo das receitas e uso do cliente, mas com baixas margens de lucro.

O E-commerce durante seus primeiros anos não cumpriu as visões e principais expectativas dos economistas de mercado e empresários observando as vantagens do pioneirismo, a aquisição de baixo custo de um cliente e sua retenção, e também os baixos custos de fazer negócios. E entrou num período de consolidação no início de 2001 e se estendeu até 2006, neste ano o E-commerce entrou em um período de reinvenção em 2006, com o surgimento das redes sociais e aplicações web 2.0, que atraíram grandes audiências em um curto espaço de tempo.

O E-commerce vai continuar a se propagar e prosperar por toda a atividade comercial, com as receitas globais, o número de produtos e serviços vendidos, e a quantidade de tráfego web, todos subindo. Vai subir um pouco o preço dos produtos para cobrir os custos reais e margens de lucro de fazer negócios na web. As margens de lucro do E-commerce vão subir para níveis mais típicos de todos os varejistas.

As empresas mais tradicionais e bem posicionadas irão desempenhar um papel crescente e mais dominante se utilizarem corretamente o E-commerce como ferramenta de negócios. O número de empresas bem sucedidas com modelos de negócios não integrados e não utilizando canais e ferramentas online vão diminuir e as empresas de e-commerce mais bem sucedidas adotará uma integração multicanal integrado as estratégias de e-commerce. A regulamentação e a normatização do e-commerce e da web pelo governo irão crescer no mundo inteiro.

Para entender o e-commerce, você precisa de um conhecimento básico das tecnologias de informação a Internet, e tecnologias de computadores pessoais, redes locais, servidores Web, HTML e demandas relacionadas a bancos de dados e ambientes web.

Embora a tecnologia forneça a infraestrutura necessária para as transações comerciais no e-commerce, os investimentos de um potencial retorno é que criam o interesse e entusiasmo em um e-commerce. As novas tecnologias apresentam empresas e empresários com novas formas de organização da produção e realização de negócios. Portanto, é necessário entender alguns conceitos chave de negócios, tais como mercados eletrônicos, bens de informação, modelos de negócios, gestão de empresas, gestão comercial, televendas, cadeias de valor do setor, a estrutura da indústria, e comportamento do consumidor em mercados eletrônicos.

Compreender as pressões globais locais de comércio eletrônico na sociedade contemporânea é fundamental para ser bem sucedido no mercado de e-commerce. As questões sociais primárias são de propriedade intelectual, a privacidade individual e questões culturais que envolvem uma sociedade ou políticas públicas.







Fonte: Tese de Mestrado de Gestão de E-commerce. Roberto Lion Motta

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